Com apoio de Alckmin, Paulinho planeja greve nos portos

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Líder da Força Sindical consegue apoio do governador de São Paulo contra a MP dos Portos; ele “se comprometeu a trabalhar para que seja aprovado no Congresso um projeto de lei que substitua a medida”, informa site do deputado; pedetista acredita que a proposta do governo irá prejudicar os trabalhadores e o comércio do País

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Por Brasil 247 

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, líder da Força Sindical, conquistou o apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), contra a Medida Provisória 595, que trata da concessão dos portos do País para a iniciativa privada. O movimento sindicalista afirma que a proposta irá prejudicar os trabalhadores e o comércio internacional brasileiro e exige alteração da medida.

Caso o governo não aceite rever o texto, que deve ser apreciado nesta semana, Paulinho da Força cogita organizar paralisações em todo o País depois do carnaval. Na última sexta-feira, o deputado se reuniu com Alckmin para discutir o tema e diz que o tucano “prometeu apoio às reivindicações”. Ele “se comprometeu a trabalhar para que seja aprovado no Congresso um projeto de lei que substitua a medida, de forma que sejam corrigidos os problemas apontados pelos portuários”, informa notícia publicada no site do deputado.

Leia abaixo trecho do texto que relata os argumentos contra a MP e prevê greve no setor:

Acreditamos que a medida, editada pela presidente Dilma no final de 2012, resultará na privatização de todo o sistema portuário do País. Com a MP, os grandes armadores e operadores internacionais vão preferir usar seus próprios portos, esvaziando os portos públicos do País.

A situação será bem ruim para os trabalhadores portuários, pois deverá causar a perda de milhares de empregos. Além disso, o comércio internacional brasileiro deverá ficar todo nas mãos desse grupo internacional, uma vez que 90% dos produtos que comercializamos e compramos são transportados por mar.

Outro ponto fundamental é que esses portos privados não serão obrigados a contratar via OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra). Ou seja, passará a valer para os trabalhadores a selvagem lei do mercado, com perda de direitos e precarização do trabalho.

Contra essas medidas, os trabalhadores portuários já indicaram que podem entrar em greve nos próximos dias. Em Brasília, esta semana será de mobilização contra a medida provisória.

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