
Ontem à noite, 150 petistas se reuniram para arrecadar fundos para José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares, mas foram confrontados pelo protesto solitário de Maria Gabriela de Farias, que sugeria a solidariedade na cadeia. Nesta sexta, Merval Pereira também condena a vaquinha e vê o PT como partido incorrigível e incapaz de admitir erros
Por Brasil 247
“Querem ajudar seus amigos? Dividam com eles parte da pena restritiva de liberdade”. Este era o cartaz de Maria Gabriela de Farias, ontem à noite, num jantar promovido pela juventude petista, em Brasília, para arrecadar fundos para os condenados na Ação Penal 470. Ao todo, compareceram cerca de 150 pessoas, que adquiriram ingressos vendidos entre R$ 100 e R$ 1.000. Portanto, uma arrecadação máxima de R$ 150 mil, insuficiente para o pagamento das multas de José Dirceu (R$ 676 mil), José Genoíno (R$ 468 mil), Delúbio Soares (R$ 325 mil) e João Paulo Cunha (R$ 370 mil).
O ato de solidariedade da juventude do PT a alguns condenados, no entanto, deveria ser apenas isso: um ato de solidariedade promovido por pessoas que acreditam na inocência de amigos e companheiros. Mas foi transformado em ato político por seus adversários, como Maria Gabriela de Farias, que sugeriu solidariedade na cadeia, e Merval Pereira, em sua coluna desta sexta-feira.
No texto “Vaquinha petista”, Merval diz que o jantar organizado em Brasília expressa uma determinação da corrente Construindo um Novo Brasil, que “não tem o menor pudor em defender os condenados do mensalão, uma mácula permanente na história dos Trabalhadores”.
A solidariedade incomoda, no entanto, não por seu aspecto moral – ou supostamente imoral. Mas apenas porque expressa a força do PT como organização política.
