Por Rogério Lessa no Monitor Mercantil
O Botequim Desenvolvimentista de hoje traz a análise do cientista social e professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF),Theotonio dos Santos, sobre o posicionamneto dos líderes e das Nações Unidas no conflito que o corre na Síria desde 2011.
A guerra civil da Síria que, já vitimou 60 mil pessoas entre 15 de março de 2011 e 30 de novembro de 2012, e causou meio milhão de refugiados, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), está longe de terminar.
“Armas para a continuação dessa brutal guerra civil não faltarão, para nenhum dos dois lados”, analisa o cientista social Theotonio dos Santos, professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF), ao comentar a crítica do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao presidente da Síria, Bashar al Assad.
Segundo Ki-moon, Assad teria rejeitado recomendações para uma transição de governo: “O discurso do secretário é pró-EUA, que via Turquia enviam material bélico pesado, obrigando o governo da Síria a responder também com artilharia pesada. Da parte do governo americano não se vê nenhuma disposição de negociar, parecendo que pretendem derrubar o presidente. Mas este é apoiado pelos russos, de forma que os dois lados estão muito bem armados”, opina Santos, acrescentando que, por trás do conflito, há também o interesse de isolar o Irã.
“Há condições de enfrentamento durante muito tempo, a não ser que os EUA façam o que fizeram no Iraque e na Líbia: bombardeios. Os turcos estão articulados com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Mas um ataque terá que ser feito sem autorização das Nações Unidas, pois Rússia e China estão contra”, destaca.
