Atualmente em férias, ex-presidente retorna ao Instituto Lula na próxima semana para definir estrutura e roteiro da empreitada; uma das ideias esboçadas por auxiliares diretos Paulo Okamoto e Clara Ant é incursão por países do chamado continente esquecido; Lula vai à Etiópia em março, onde pode dar a largada para suas novas viagens de corpo a corpo com as classes pobres; antes, ainda este mês, estará em Cuba

Por Brasil 247
Ao voltar da viagem de férias dentro do Brasil, que realiza neste momento, o ex-presidente Lula terá diante de sua mesa, no Instituto Lula, os primeiros planos organizados por seus auxiliares diretos para a versão 2013 das Caravanas da Cidadania. Nas viagens anteriores com esta marca, feitas a partir da década de 1990, ele refez o roteiro de sua transferência na infância de Garanhuns (PE) a Santos (SP), foi, mais tarde, ao Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do País, e cumpriu o que chamou de circuito das grandes águas, na Amazônia. Agora, a movimentação de Lula pode ganhar uma dimensão mais global.
Politicamente, o zarpar o quanto antes das caravanas da cidadania já vai sendo considerado uma necessidade para Lula. Fechado em sua sala no segundo andar do Instituto ou, agora, em discretas férias com a família, o ex-presidente vai sendo fustigado por ataques de adversários disparados de todas as frentes. O contato com o povo e os fatos positivos que podem ser criados a partir dessa ação são vistos como estratégicos para reverter a situação – e lançar Lula novamente na ofensiva.
A inclusão de pelo menos um etapa internacional, africana, no roteiro tem, de quebra, um elemento propagandístico importante. Desde que deixou a Presidência da República sob aplausos da comunidade internacional, Lula é visto com candidato permanente ao Prêmio Nobel da Paz, em razão das políticas sociais que retiraram cerca de 40 milhões de brasileiros do estado de pobreza absoluta. Um viagem mais demorada à África certamente atrairia atenções da mídia de boa parte do mundo, alçando o nome dele. Se der certo, o líder político atacado no Brasil poderá dar uma volta por cima como um campeão mundial da inclusão.
