Aumenta a presença estrangeira nas empresas brasileiras

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Sílvio Ribas

Publicação:

08/07/2012 07:25 

O capitalismo brasileiro começou o semestre menos verde e amarelo. A perda para investidores estrangeiros do comando acionário de empresas símbolos em diversos setores, uma delas até centenária, evidenciou dificuldades da livre-iniciativa em resistir à crise internacional e em obter financiamento barato. Nos últimos meses, em particular o último, orgulhos nacionais jogaram a toalha. De uma hora para outra, as marcas líderes do varejo no país — Pão de Açúcar e Carrefour — reproduzem o mesmo embate que travam pelo mercado francês. Isso porque, após seis décadas sob controle da família do empresário Abílio Diniz, o sócio francês Casino tomou as rédeas do Pão de Açúcar.

Ao lado da expressiva presença estatal na economia, a desnacionalização de companhias privadas revela ainda a impossibilidade de o setor privado nacional capturar plenamente os bônus do cobiçado mercado interno. Nessa mesma toada, a rede de churrascarias Fogo de Chão passou às mãos do fundo norte-americano THL, e a Yoki se incorporou ao grupo alimentício General Mills, também dos Estados Unidos. Não escapou nem a tradicional cachaça cearense Ypióca, fundada em 1846, que agora faz parte do leque da britânica Diageo, dona do uísque Johnnie Walker.


Correio Braziliense

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