Agência dos EUA diz que Coca-Cola pode causar câncer
26/06/2012 – 22:37:43
O Centro para a Ciência no Interesse Público (CCIP), com sede nos EUA, informou, nesta terça-feira, que a Coca-Cola, vendida no Brasil e em mais oito países, apresenta altos níveis de uma substância química, denominada de 4-metilimidazole, ou 4-MI, que está associada a casos de câncer em animais. Segundo a entidade, esta substância entra na composição do corante caramelo e já teria sido praticamente eliminada na versão do refrigerante comercializada na Califórnia, nos Estados Unidos. As informações são da Agência Reuters.
A Coca-Cola e sua rival PepsiCo, em março, pediram aos fornecedores do corante para que alterassem seu processo industrial, de modo a atender a uma regra aprovada em plebiscito na Califórnia para limitar a exposição de consumidores a substâncias tóxicas. A multinacional disse na ocasião que iniciaria a mudança pela Califórnia, mas que com o tempo ampliaria o uso do corante caramelo com teor reduzido de 4-MI. A empresa não citou prazos para isso. A Coca-Cola repetiu, nesta terça-feira, que o corante usado em todos os seus produtos é seguro, e que só solicitou a alteração aos fornecedores para se adequar às regras de rotulagem da Califórnia.
O CCIP informou ainda que as amostras da Califórnia examinadas recentemente mostravam apenas 4 microgramas de 4-MI por lata da bebida. A Califórnia agora exige um alerta no rótulo de um alimento ou bebida se houver a chance de o consumidor ingerir mais de 30 microgramas por dia.
Nas amostras brasileiras, havia 267 microgramas de 4-MI por lata. Foram registrados 177 microgramas na Coca-Cola do Quênia, e 145 microgramas em amostras adquiridas em Washington. O diretor-executivo do CCIP, Michael Jacobson, em nota, que: "agora que sabemos que é possível eliminar quase totalmente essa substância carcinogênica das colas, não há desculpa para que a Coca-Cola e outras empresas não façam isso no mundo todo, e não só na Califórnia".
A FDA (agência de fiscalização de alimentos e remédios dos EUA) avalia uma solicitação do CCIP para proibir o processo que cria níveis elevados de 4-MI, mas disse que não há razão para crer em riscos imediatos aos consumidores.
(Agência Reuters)
