Arquivo mensais:abril 2012

Requião: Esquerda brasileira foi abduzida pelo pragmatismo

Discurso do senador Roberto Requião (PMDB/PR) feito no dia 30/03/2012 no Senado da República

(via e-mail)

Senhoras e senhores senadores.

Faz quase um ano que morreu, em Paris, o militante e escritor espanhol Jorge Semprún.  Ele foi um dos intelectuais e dirigentes políticos mais fascinantes do século passado e início deste. Lutou na Guerra Civil Espanhola, contra os fascistas; participou da Resistência Francesa, contra o nazismo; conheceu os horrores dos campos de concentração de Hitler, ao ficar preso em Buchenwald. E, por muitos anos, correndo o risco da prisão, tortura e morte foi o principal dirigente clandestino do Partido Comunista na Espanha ditatorial do generalíssimo Franco.

Quando já estava no fim da vida, perguntam a Semprún se arrependia de alguma coisa.

Ele mesmo formula a pergunta e responde:

“Arrependo-me e renego ter sido militante do comunismo estalinista? Não. Creio que naquele momento havia uma justificativa para tal”.

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NOAM CHOMSKY: Por que o Estado intervem?

 

NOAM CHOMSKY

D.1 Por que o estado intervêm?
Como Noam Chomsky demonstra, até mesmo os E.U.A., o berço da  a grande 
maioria, com aumentos drásticos na pobreza, o aumento dos sem-teto,
desnutrição, etc.  A intervenção do estado sempre foi uma característica do
capitalismo.

www.reocities.com/projetoperiferia5/secD1.htm - - Páginas semelhantes

D.1 Por que o estado intervém?

O estado é forçado a intervir na sociedade por causa dos efeitos anti-sociais do capitalismo. A teoria abstrata individualista do «cada um por si» na qual o capitalismo se baseia, resulta em um alto grau de estatismo, uma vez que o próprio sistema econômico não possui nenhum meio para combater sua própria dinâmica socialmente destrutiva. O estado também tem que intervir na economia, não apenas para proteger os interesses da classe dominante mas também para proteger a sociedade do impacto atomizante e destrutivo do capitalismo. Além disso, o capitalismo tem uma tendência inerente de provocar períodos recessivos ou depressivos, e a tentativa de minimizá-los tornou-se parte da função do estado. Porém, uma vez que é impossível evitá-los (eles são gerados dentro do próprio sistema — veja seção C.7) na prática, o estado apenas tenta adiá-los e abrandar sua gravidade. Comecemos pela necessidade da intervenção social. Continue lendo

Os militares de 1964 escolheram o inimigo errado (II).

Flavio Lyra (*).
Já tive oportunidade de salientar na Primeira Parte deste texto que o julgamento de um acontecimento histórico não se destina nem a penalizar os que erraram, nem a recompensar os que sofreram as conseqüências dos erros, mas a trazer luz aos fatos, de modo a que possam servir de lição para o futuro.
Os grandes desafios que o Brasil tem pela frente não tornam convenientes, nem revanchismos dos que foram prejudicados, nem a defesa intransigente das ações adotadas no passado, responsáveis por tais prejuízos.
O fundamental agora é saber o que favoreceu e o que prejudicou o avanço do processo de desenvolvimento do país e do bem-estar de sua população e, quando necessário, apagar as manchas que ainda ofuscam nossa imagem de país democrático. Continue lendo

Uma receita keynesiana para salvar a economia europeia

J. Carlos de Assis*

Diz-se que os países periféricos da área do euro, assim como a Inglaterra, não têm alternativa de política econômica a não ser pela via da ortodoxia centrada no corte dos gastos para reduzir seus déficits e dívidas públicos. Até o momento, desde a Grécia à Irlanda e passando pela própria Inglaterra, esse tipo de política tem resultado num contundente fracasso. Não obstante, sob o tacão da Alemanha de Merkel e da França de Sarcozy, e mediante o auxílio do FMI, do BCE e da Comissão Europeia, insiste-se na linha do “sacrifício” fiscal recorrente. Continue lendo