Discurso do senador Roberto Requião (PMDB/PR) feito no dia 30/03/2012 no Senado da República
(via e-mail)
Senhoras e senhores senadores.
Faz quase um ano que morreu, em Paris, o militante e escritor espanhol Jorge Semprún. Ele foi um dos intelectuais e dirigentes políticos mais fascinantes do século passado e início deste. Lutou na Guerra Civil Espanhola, contra os fascistas; participou da Resistência Francesa, contra o nazismo; conheceu os horrores dos campos de concentração de Hitler, ao ficar preso em Buchenwald. E, por muitos anos, correndo o risco da prisão, tortura e morte foi o principal dirigente clandestino do Partido Comunista na Espanha ditatorial do generalíssimo Franco.
Quando já estava no fim da vida, perguntam a Semprún se arrependia de alguma coisa.
Ele mesmo formula a pergunta e responde:
“Arrependo-me e renego ter sido militante do comunismo estalinista? Não. Creio que naquele momento havia uma justificativa para tal”.
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