A crise chega nos derivativos?

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O Federal Reserve (FED, banco central dos EUA) de Nova York proibiu nesta segunda-feira a MF Global de fazer mais negócios com a autoridade monetária e suspendeu as ações da empresa, já que a corretora em crise está perto de um acordo sobre seu futuro. Pelos planos, a holding da MF Global pedirá concordata, e a operadora de derivativos Interactive Brokers comprará os ativos, disseram o Wall Street Journal e o Financial Times.

“O FED de Nova York informou à MF Global que ela foi proibida de realizar novos negócios com o FED de Nova York”, disse o banco central americano. “A suspensão continuará até que a MF Global mostre que é plenamente capaz de cumprir com as responsabilidades estabelecidas na política do FED de Nova York.”

A MF Global, liderada pelo ex-presidente-executivo da Goldman Sachs Jon Corzine, tem lutado contra o tempo desde a semana passada, em que anunciou prejuízo trimestral, suas ações perderam dois terços do valor e seus rating foram reduzidos para a categoria de especulativos.
As ações da companhia foram suspensas antes da abertura dos negócios em Nova York. A Interactive Brokers provavelmente fará uma oferta inicial de compra cerca de US$ 1 bilhão durante um leilão judicial supervisionado, disse o Wall Street Journal. Os clientes da MF Global em Londres disseram que a empresa não estava fazendo novos negócios e que eles estavam fechando as posições.
“Foi muito difícil conseguir nosso dinheiro na sexta-feira, porque eles tinham um monte de chamadas na espera”, disse um operador cuja empresa usava a MF Global como corretora. “A empresa não iniciará nenhuma nova posição. Eles estão tentando fechar posições que já tinham com os clientes”, segundo o operador. A empresa está sofrendo por causa de baixas taxas de juros e com as apostas que fez na dívida soberana europeia, o que possivelmente fez dela a mais proeminente vítima nos EUA da crise da dívida da zona do euro.

A companhia tenta principalmente um acordo, mas todas as opções estão na mesa, já que contratou consultores de reestruturação e de falência, disseram fontes familiarizadas com a situação. O The New York Times informou em sua edição eletrônica que, no domingo, as conversas se reduziram a um interessado, a Interactive Brokers. Ambas as companhias se negaram a comentar o assunto.

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