Comentários sobre a crise

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Gustavo Santos

Parece que a crise bancária deu uma forte amenizada em razão da promessa do Banco Central Europeu hoje
em financiar ILIMITADAMENTE qualquer bando que precisar de recursos e ainda a promessa de adquirir letras hipotecárias (ativos tóxicos?)
Realmente, isso deve reduzir o risco de colapso bancário generalizado.
Porém, a falência da Grécia ainda é tida como certa e seus impactos (apesar de diminuídos com a medida recente, ainda são substanciais)
podem ainda ser importantes.
Aparentemente, a Alemanha escolheu aceitar o Default parcial na Grécia (50% da dívida) e assim eles vão segurar a perda dos bancos e seu contágio com diversas medidas.
A Alemanha acha que colocar dinheiro na Grécia será como colocar dinheiro em um buraco sem fundo, porque isso só aumenta uma dívida que certamente se tornará inadimplente.
Ainda que resolvida essa questão, será muito díficil evitar uma recessão porque todos os países desenvolvidos buscarão reduzir seus déficits fiscais (contraindo os gastos públicos e aumentando os impostos)
Como a liquidez mundial é enorme, depois de 4 anos de enormes déficits e enorme expansão monetária, qualquer alento na crise deve gerar aparentes euforias nos mercados.
O impacto sobre o Brasil não é fácil de avaliar, porque essa enorme liquidez buscará ser aplicada na especulação com commodities sempre que acharem que viram alguma luz no fim do túnel.
Se as commodities permanecem em preços recordes, especuladores se sentirão seguros em aplicar nas altas taxas de juros brasileiras sua abundante liquidez.
Porém, quando a recessão for sentida de forma mais forte, e em especial quando isso impactar a adimplência dos financiamentos e a solvência dos bancos europeus, os preços das commodities podem cair forte assim como nossa moeda, o Real.
Essa situação ficará assim até que os Europeus resolvam mudar completamente o sistema de gestão monetária e fiscal da Confederação Européia em uma direção que pode ser próxima ao sugerido no último artigo.
Porém, se acontecer algo inesperado antes disso (um cisne negro), pode tudo desabar em uma velocidade maior do que resposta a isso possível no intricado sistema decisório europeu. Se isso acontecer, acho o câmbio brasileiro vai explodir muito rapidamente, porque ainda está artificialmente sustentado em especulação, financiamento estrangeiro e commodities a níveis recordes.
Isso tudo se nada imprevisto acontecer na China. Qualquer desaceleração mais rápida por lá, geraria um efeito em cadeia difícil de segurar. Porém, isso é muito pouco provável, os chineses tem uma gestão econômica muito segura e bem planejada.
Quero dizer com isso que aparentes melhorias na situação econômica devem ser interpretadas com muito cuidado.

Uma ideia sobre “Comentários sobre a crise

  1. alexandra silva

    Gosto muito dos exemplos que dão na tv para pouparmos, como se o povo português já não o fizesse “há c`anos”. (É para poupar nas letras). Gosto muito de ouvir os nossos políticos falar ao povo português com reverência… quando não quer que o dito povo o chateie. Qd se está a marimbar,a expressão “zé ninguém” vem muito à baila.Mas como agora é que me sinto zé ninguém, vou “arriar a minha giga”.A União Europeia é uma utopia.Um Hitler à conquista do mundo.As teorias económicas dependem de muitas variáveis. Como o nome diz, quando as variáveis variam,é o zé ninguém passa a reverendíssimo povo português.Ou seja, está no fundo.Enquanto não se cumprir o preceito que se se gastou não há, e que se se deve, vamos mal. E também o preceito de que quando se tem, não é para gastar tudo.Não há volta a dar.Portanto, agradecía, que fizessemos sacrifícios, pagassemos a dívida, reconquistassemos a nossa independência,pesca,agricultura,minas.Se desse oportunidade à íniciativa privada de quem tem mérito para criar riqueza,na ciência,nas artes,etc.em vez de se ficarem pelas cunhas, porque isto é uma républica e não uma monarquia, em que os privilégios passam de pai para filho. Porque deste lado,o zé ninguém, está farto de sustentar deslumbramentos de loucos megalómanos, que já caíram no ridículo há muito.Fazem asneira e depois vêm dizer que vão resolver o problema? Como? Vão à decoproteste renegociar as dívidas? São capazes de se sair melhor. Desculpam-se com o rendimento mínimo,que é uma gota no oceano de um povo trabalhador,cumpridor,sério e por fim, vergonhosamente atraiçoado, que trabalha para pagar os estouros do meninos que querem brincar aos economistas.Cada ROUBO dos LADRÔES de colarinho branco, se tivesse sido travado a tempo, em vez de ficarem à espera dos empréstimos de fora,para continuarem a fazer asneira e a acharem que não íam ser descobertos,é que tinha evitado o que se está a viver. O zé ninguém já percebeu tudo hà muito. Já percebeu que ouvir os senhores todo poderosos a falar é uma balela. Deixem o zé ninguém descansar um pouco e não lhe roubem o nome de zé ninguém, que é o título nobliárquico que resta ao símbolo do que é honesto e tem contribuído para a riqueza esbanjada deste país, o reverendíssimo povo português. Um bem haja. Alexandra da Costa Silva

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