Governo protege montadoras; CUT reclama da falta de contrapartidas

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BRASÍLIA – Carros e caminhões importados estão mais caros a partir desta sexta-feira (16/09), por causa do aumento de um imposto federal anunciado na véspera. Também serão sobretaxadas as montadoras instaladas no país que fabricam veículos com menos de 65% de peças brasileiras.

A equipe econômica diz que o objetivo é proteger empresas e empregos brasileiros em meio à crise da economia global. Mas a falta de contrapartidas expressamente definidas preocupa centrais sindicais.

“As pessoas podem continuar comprando carro importado, é um direito do consumidor, mas isso não pode ser feito demitindo trabalhador na outra ponta e aumentando a fila do desemprego”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mcerdante.

“A medida do governo é insuficiente porque não contém contrapartidas sociais, como um basta à rotatividade, por exemplo”, disse o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo.

O Brasil é um dos países com maior entra e sai de pessoas no mercado de trabalho formal – ptaticamente toda a indústria automotiva opera com carteira assinada. Em julho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do ministério Trabalho registrou números recordes de contratações e demissões, rotatividade que ajuda a controlar o preço so salários pagos aos trabalhadores.

A nova tributação – alta de trinta pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) –no setor automotivo valerá até dezembro do ano que vem. Já havia sido sinalizada pelo governo no lançamento do pacote de medidas de apoio à indústria, batizado de Brasil Maior.

Na crise financeira global de 2008/2009, o governo já tinha feito concessões fiscais para as montadoras, e agora repete o gesto. Entende que o peso do segmento automotivo no setor industrial (cerca de 25%) e na economia em geral justifica o apoio.

Além disso, o Brasil é, hoje, o quinto maior mercado de carros do mundo e o sétimo maior produtor. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o “desespero” dos países para, na crise, obter mercados para suas manufaturas, ameaça derrubar a produção no Brasil.

“Isso nós não vamos permitir. Nós queremos ser o quinto maior consumidor, queremos ser o quinto maior produtor, ou quem sabe o quarto maior produtor, de modo a exportar veículos para outros países”, disse.

Fonte:http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18489

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