O governo entre duas trincheiras

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Carta Capital

Ao mesmo tempo que parte da base aliada adotou uma “obstrução branca” no plenário da Câmara, em um claro boicote ao governo, parlamentares da oposição iniciaram a coleta de assinaturas para tentar criar uma “CPI mista da corrupção”. A nova tentativa de atingir o governo, lançada na quinta-feira 11, substitui a CPI dos Transportes, que chegou a ser protocolada no Senado, mas acabou engavetada. Parte dos parlamentares da base que participaram da obstrução estaria ameaçando assinar a CPI mista, numa tentativa de demonstrar força contra o governo.

A CPI mista seria encarregada de investigar todas as denúncias de irregularidades em órgãos da administração federal, sobretudo nos ministérios dos Transportes, Cidades, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Trabalho, Turismo, além da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valec, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A oposição anunciou que exibirá na internet material de forte pressão no Congresso. “Os que assinarem querem investigação. Os que não assinaram estarão posando para a plateia”, declarou o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN). São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para viabilizar uma CPI. O requerimento da “CPI da corrupção” foi fechado na quinta-feira 11, em reunião de deputados e senadores do PSDB, DEM, PPS e PSOL.

Na quarta-feira 10, o boicote resultou em nenhuma votação de projeto ou medida provisória. A obstrução foi comandada pelo PMDB, e seguida pelo PR, PP e PTB. Segundo o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), tratou-se de “um estresse na base”. Ele disse que na terça-feira 16 as votações seriam retomadas. Mas os deputados querem que o governo libere o pagamento das emendas e defina os nomeados para os cargos de segundo escalão.

Na noite de quarta-feira 10 a presidenta Dilma Rousseff pediu conselho ao ex-presidente Lula e ouviu dele que precisará “fazer uma repactuação na base” e jamais esticar a corda com o PMDB. Na terça-feira 9 o PMDB chegou a ameaçar romper com o governo depois de saber que o Ministério do Turismo, dirigido pelo partido, havia sofrido uma devassa, no rastro da Operação Voucher, da Polícia Federal.

Ao mesmo tempo que parte da base aliada adotou uma “obstrução branca” no plenário da Câmara, em um claro boicote ao governo, parlamentares da oposição iniciaram a coleta de assinaturas para tentar criar uma “CPI mista da corrupção”. A nova tentativa de atingir o governo, lançada na quinta-feira 11, substitui a CPI dos Transportes, que chegou a ser protocolada no Senado, mas acabou engavetada. Parte dos parlamentares da base que participaram da obstrução estaria ameaçando assinar a CPI mista, numa tentativa de demonstrar força contra o governo.

A CPI mista seria encarregada de investigar todas as denúncias de irregularidades em órgãos da administração federal, sobretudo nos ministérios dos Transportes, Cidades, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Trabalho, Turismo, além da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valec, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A oposição anunciou que exibirá na internet material de forte pressão no Congresso. “Os que assinarem querem investigação. Os que não assinaram estarão posando para a plateia”, declarou o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN). São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para viabilizar uma CPI. O requerimento da “CPI da corrupção” foi fechado na quinta-feira 11, em reunião de deputados e senadores do PSDB, DEM, PPS e PSOL.

Na quarta-feira 10, o boicote resultou em nenhuma votação de projeto ou medida provisória. A obstrução foi comandada pelo PMDB, e seguida pelo PR, PP e PTB. Segundo o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), tratou-se de “um estresse na base”. Ele disse que na terça-feira 16 as votações seriam retomadas. Mas os deputados querem que o governo libere o pagamento das emendas e defina os nomeados para os cargos de segundo escalão.

Na noite de quarta-feira 10 a presidenta Dilma Rousseff pediu conselho ao ex-presidente Lula e ouviu dele que precisará “fazer uma repactuação na base” e jamais esticar a corda com o PMDB. Na terça-feira 9 o PMDB chegou a ameaçar romper com o governo depois de saber que o Ministério do Turismo, dirigido pelo partido, havia sofrido uma devassa, no rastro da Operação Voucher, da Polícia Federal.

Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/o-governo-entre-duas-trincheiras

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