Enquanto a ANEEL não fiscaliza, a Light vê seus bueiros explodirem no Rio por falta de manutenção.
A cidade que irá receber a Copa do Mundo de 2014 e as olimpíadas de 2016 sofre com as explosões de bueiros sob responsabilidade da Light. A última ocorrência se deu a última terça-feira, quando um único bueiro localizado no centro da cidade explodiu quatro vezes, produzindo chamas de até três metros e causando pânico na região.
A manutenção dos postos subterrâneos deveria ser feita pela concessionária de energia Light sob fiscalização da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Para o engenheiro Roberto Pereira d’Araujo, “Não é preciso explodir bueiro para que a ANEEL fiscalize o grau de sobrecarga da rede. Só que para isso a agência precisa ter equipamento próprio. Advinha se a ANEEL tem algum amperímetro registrador que ela possa instalar na rede para obter dados próprios? Aqui, a qualidade do serviço é ‘medida’ por informações da própria empresa fiscalizada”.
Como observa Fernando Siqueira, presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras) e vice-presidente do Clube de Engenharia, “O mais lamentável é que a Light não sabe ainda as causas das explosões de suas câmaras e bueiros. O fato é que fica todo mundo palpitando sem ter idéia das causas. Uma das possibilidades é a entrada de gases provenientes dos dutos da CEG, e/ou acúmulo de gás metano das tubulações de esgoto. Assim, a explosão, a partir de faíscas elétricas da Light pode gerar uma explosão nos dutos e se expandir na câmara provocando os danos. É preciso que a Light tenha engenheiros especialistas em áreas classificadas (perigosas) para que o problema seja eliminado. A terceirização maciça é outra causa. E convivemos com verdadeiras bombas em áreas de densidade de pedestres elevadas. É uma irresponsabilidade”.
Vale lembrar que a Light foi privatizada em 1996, ano em que José Serra era ministro do planejamento no governo FHC. “Desde então, a demanda em sua área de concessão foi multiplicada por 3. A tarifa dobrou em termos reais, e, assim, o faturamento da empresa foi multiplicado por 6. Se a concessionária não fez investimentos proporcionais ao seu aumento de demanda, está em sobrecarga generalizada, situação que eleva seu faturamento por real investido. Mesmo sem explosões, um absurdo sob o regime de serviço público”, salienta Roberto Pereira d’Araujo.
“O que mais me deixa pasmo é que, com todas as convenientes ‘sobrecargas’ de vários serviços públicos privatizados (vide Barcas, Metrô, Supervia e a própria Light) não há sequer a menção a uma possível cassação de concessão. Continuo com aquela impressão de que o “melhor negócio do mundo” não é uma empresa de petróleo. O verdadeiro tesouro é ser concessionário privado de serviço público no Brasil.”, ele concluí, alertando para o fato de que patrimônio/renda média desse setor está em torno de 40%.
por Gusthavo Santana

A Light por conta do ideario neoliberal do tucano Marcelo alencar demitiu ao longo dos anos 7000 empregados, privatizou as manutenções e, sucateou os equipamentos.
A ANEEL outro monstro criado que deveria regular quem desregula está assistindo impassivel o Rio ir literalmente pelos ares!
Será necessário mais vitimas para alguem ser responsabilizado e pagar por isto?