Perguntas e respostas sobre o programa nuclear brasileiro e a catástrofe que atingiu o Japão

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O acidente ocorrido nas usinas nucleares japonesas suscitou questões sobre os impactos deste evento no programa nuclear brasileiro. Para responder as dúvidas mais freqüentes sobre o tema, a Eletrobras Eletronuclear preparou uma lista de perguntas e respostas, abordando tópicos como a segurança das usinas nucleares no Brasil, as medidas preventivas que poderão vir a ser tomadas em Angra, a perspectiva da energia nuclear na matriz elétrica nacional e a construção de novos reatores. Informações adicionais podem ser encontradas no Guia de Pronta Resposta, disponível em nosso site.

1) Que lições podem ser tiradas do acidente nuclear do Japão? Diante disso, o Brasil vai manter o seu programa nuclear?

Das 54 usinas nucleares em operação no Japão, 14 estão localizadas na região afetada pela catástrofe: 1 na central de Tokai, 3 na central de Onagawa, 4 usinas na central de Fukishima Daini e 6 na central de Fukushima Daiichi.

Essas 14 usinas foram projetadas para esforços provocados por uma aceleração correspondente a 0,3 vezes a aceleração da gravidade, o que corresponderia a um terremoto de 8,2 na escala Richter no local onde ocorreu essa recente catástrofe no Japão, e uma onda tsunami de 5,7 metros.

As usinas sofreram os terríveis efeitos de um terremoto de 9 graus na escala Richter seguido de um tsunami de mais de 10 metros de altura, muito superiores àqueles eventos naturais severos considerados no seu projeto. Apesar disso, 10 das 14 unidades resistiram adequadamente.

Os problemas enfrentados por 4 das 6 usinas da central de Fukushima Daiichi foram originados por danos aos prédios dos diesel-geradores de emergência provocados pelo tsunami, que fizeram com que as unidades perdessem totalmente a alimentação elétrica que garantia o funcionamento dos sistemas auxiliares de resfriamento do reator após seu desligamento.

A primeira lição já aprendida pela catástrofe natural do Japão é que as usinas nucleares são as construções humanas melhor adaptadas a resistir a eventos naturais de severidade milenar, como mostram as 8 unidades das centrais de Onagawa, Fukushima Daini e Tokai, e de 2 das 6 unidades da central de Fukushima Daiichi.

Entretanto, os problemas nas 4 usinas de Fukushima Daiichi indicam ser necessária a aplicação de critérios de projeto mais rigorosos para os prédios auxiliares dessas unidades, similares àqueles aplicados ao prédio do reator.

Essa foi uma recomendação feita pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) já em meados de 2010, ou seja, bem antes do acidente no Japão, para o licenciamento de Angra 3, e que foi prontamente acatada pela Eletrobras Eletronuclear.

Outra lição aprendida é que os critérios de projeto para usinas nucleares localizadas em áreas de alto risco sísmico, especialmente aquelas em zonas costeiras sujeitas a tsunamis, devem ser reavaliados e, eventualmente, reforçados.

Note-se, entretanto, que dentre os 442 reatores em operação no mundo, muito poucos estão localizados em regiões sujeitas a esses riscos elevados: no Japão, há alguns além das 14 unidades afetadas pela catástrofe; 2 ou 3 localizados no sul da Califórnia (EUA); um número reduzido na Bulgária e Romênia; e a usina de Busher, no Irã, que ainda não entrou em operação.

Este, entretanto, não é o caso das usinas brasileiras, que se encontram em locais de baixo risco sísmico e não sujeitos a tsunamis, devido às características geológicas de localização de nosso território.

O Brasil está distante das bordas da placa tectônica em que está localizado e, diferentemente do caso do Japão, a borda da nossa placa que está sob o oceano se afasta da que está adjacente. O fato de as placas do Oceano Atlântico Sul se afastarem, diferentemente das placas do Pacífico Norte, que se chocam, torna fisicamente inviável que, mesmo no caso de um forte terremoto no local, venha a ser formada uma onda tsunami.

Certamente, passada a fase acidental que ainda vivemos, a análise técnica profunda do evento levará a muitas outras lições aplicáveis a todas as 440 usinas nucleares em operação no mundo, bem como às 52 que se encontram em construção e àquelas centenas que estão em projeto, aperfeiçoando a segurança num processo de melhoria contínua. Isso acontece sistematicamente na indústria nuclear toda vez que há acidentes graves, como foi no caso de Three Miles Island, em 1979, nos EUA, e de Tchernobyl, em 1986, na ex-URSS.

Demandas por ações imediatas no sentido de desligar usinas nucleares em operação ou interromper as obras das unidades em construção e os planos para novas usinas são precipitadas. Motivações de natureza política e ideológica, as quais, ainda que legítimas nas sociedades democráticas, não encontram fundamento técnico que as suportem e são reforçadas pelo uso oportunista da forte emoção provocada na sociedade.

O custo em vidas humanas decorrentes dos acidentes ocorridos dentro das casas, edifícios, refinarias de petróleo, indústrias químicas e demais instalações também severamente afetadas de imediato pelo terremoto e depois agravadas pelo tsunami – que já chega à casa das dezenas de milhares, sendo muito superior às conseqüências do acidente nuclear – não tem provocado demandas similares por mudar os hábitos de moradia e de trabalho das pessoas, nem interromper as demais atividades industriais.

Isso, entretanto, tem sido feito insistentemente por alguns grupos de pressão política com relação à indústria nuclear, que até o momento (30/03/2011) somente provocou 35 acidentes de trabalho, tendo somente 1 caso de morte, e 22 casos de contaminação de trabalhadores das usinas, sendo somente 2 considerados graves, conseqüências mínimas quando se compara o pesado custo humano decorrente da catástrofe com um todo.

Mesmo no contexto de toda essa tragédia que se abateu sob o Japão, 10 das 14 usinas localizadas na região afetada permanecerem em condição segura, não implicando em nenhuma conseqüência adicional às populações já atingidas pela catástrofe natural.

Aquelas 4 usinas que não resistiram plenamente tiveram suas consequências mitigadas pelo acionamento de um plano de emergência externo que está protegendo as populações evacuadas das liberações limitadas ocorridas e as protegeria mesmo para as condições em que viesse a ocorrer o pior caso possível de liberação de material radioativo. Vale ressaltar que isso não aconteceu até o presente (30/03/2011), e as informações atuais indicam claramente que não ocorrerá.

A maior demonstração de que demandas por desligamento de usinas em operação ou suspensão de obras de usinas em construção e de projetos novos têm motivações exclusivamente políticas é dada pelo próprio Japão.

Mesmo diante da grande crise que atravessam, o governo e a sociedade civil japonesa não se posicionaram no sentido de desligar as demais 40 usinas nucleares que o país tem em operação (são 54 no total), suspender as obras das 3 usinas que estão em construção, nem cancelar as 12 usinas que estão planejadas, já com contratos firmados. Muito provavelmente, a geração elétrica nuclear permanecerá como uma das mais importantes contribuições à matriz energética japonesa.

Obviamente, esses poucos argumentos não encerram o debate. Nas sociedades democráticas, como a brasileira, ele está apenas se iniciando e deverá resultar numa indústria nuclear ainda mais segura.

Até o momento (30/03/2011), nenhuma nuvem radioativa que pudesse representar ameaça real à população saiu de Fukushima Daiichi, mas a nuvem política e econômica já alcançou todos os países.

Devemos, portanto, nos precaver de decisões precipitadas, tomadas pelo calor da emoção ou por oportunismo, que venham a prejudicar as próprias sociedades às quais se pretende defender, como seria o caso de uma “proscrição” da geração elétrica nuclear, com paralisação de usinas em operação, interrupção de unidades em construção e de projetos em planejamento.

Logo, podemos afirmar que o acidente nuclear no Japão não implica em elementos objetivos que possam alterar os rumos atuais do Programa Nuclear Brasileiro, a não ser a incorporação das lições técnicas que estão sendo aprendidas, que aperfeiçoarão sua segurança num processo de melhoria contínua.

2) Nossas usinas são seguras?

As usinas brasileiras, bem como as demais 440 usinas que operam em 31 países são provavelmente tão seguras quanto as 10 das 14 usinas japonesas localizadas na região afetada pela catástrofe, que foram submetidas a um terremoto seguido de tsunami com severidade muito superior ao que elas foram projetadas e resistiram a essas forças titânicas da natureza.

As usinas nucleares brasileiras são projetadas para resistir esforços provocados por uma aceleração correspondente a 0,1 vezes a aceleração da gravidade, o que corresponderia a um terremoto de 6,5 Richter, e uma onda de 4 metros. Esses valores excedem em muito os piores cenários que poderiam ocorrer no Brasil e sabe-se, pela experiência japonesa, que as usinas na prática podem resistir a esforços muitas vezes superiores àqueles para qual foram projetadas.

Outro ponto relevante refere-se à cota de implantação das usinas em relação ao nível do mar. As usinas brasileiras são implantadas em elevações superiores às unidades 1, 2, 3 e 4 da central de Fukushima Daiichi (3.5 metros), justamente aquelas que foram afetadas pelo tsunami.

Note-se que as unidades 5 e 6, localizadas um pouco distantes das outras 4 e em cotas mais elevadas (4,8 metros), resistiram plenamente à catástrofe. Angra 1 e Angra 2 são implantadas a 5 metros e Angra 3, a 6 metros. Além disso, o quebra-mar de nossas usinas atinge a cota de 8 metros.

Outro aspecto importante refere-se às tecnologias das usinas. As 14 usinas japonesas localizadas na região afetada pela catástrofe natural são do tipo BWR, ou seja reator a àgua fervente (boiling water reactor). As usinas brasileiras são do tipo PWR, ou seja, reator de água pressurizada (pressurized water reactor).

A tecnologia BWR compõe somente 21% da frota mundial de usinas nucleares, enquanto a PWR corresponde a 61% desta frota mundial. Os restantes 18% da frota são compostos por reatores a água pesada (10%) e a grafite (8%), tecnologias cuja aplicação industrial está em acelerada decadência, sem novas construções em andamento.

Os PWR são dotados de dois circuitos independentes e fisicamente isolados para resfriamento do reator e geração de vapor. Neles é possível promover o resfriamento do reator em circulação natural, sem necessidade de bombas, por algumas horas após uma perda total de alimentação elétrica, que foi o problema que ocorreu em 4 das 14 usinas afetadas pela catástrofe natural no Japão.

A excelência da segurança operacional dos PWR é reafirmada pelo fato dele ser a opção tecnológica preferencial para a propulsão de submarinos nucleares, cujos critérios de projeto adotados para atender aos requisitos operacionais militares são muito mais exigentes.

As marinhas de todos os países que operam ou estão projetando submarinos nucleares, inclusive o Brasil, adotam a tecnologia PWR. A tecnologia BWR é totalmente descartada para essa aplicação, que implica submeter a instalação nuclear a severos carregamentos decorrentes de seu uso em combate naval.

3) Que medidas adicionais o Brasil após a tragédia do Japão em relação a Angra?

A Eletrobras Eletronuclear, empresa responsável pela operação das usinas Angra 1 e Angra 2, pela construção de Angra 3 e pelos estudos para novas usinas, acompanha atentamente as medidas adicionais que já estão sendo propostas por diversos organismos nacionais e internacionais e implementando-as onde elas se mostram aplicáveis.

No momento, a Eletrobras Eletronuclear está executando uma série de verificações de segurança requeridas pela Associação Mundial de Operadores Nucleares (Wano), à qual ela faz parte, que serão concluídas até 13 de maio, dentro do prazo estabelecido.

Isto equivale ao chamado “teste de estresse” ao qual serão submetidas as usinas nucleares de países da Europa por determinação da Comunidade Europeia, conforme vem sendo divulgado pela mídia.

Independente e previamente ao acidente no Japão, a Eletronuclear já vinha desenvolvendo estudos de melhoria da segurança das usinas e do Plano de Emergência Externo nos últimos anos.

Como exemplo dessas melhorias, que com o acidente passarão a ser tratadas com elevada prioridade, são estudos para implantação de uma pequena central hidrelétrica (PCH) na região de Angra dedicada à alimentação elétrica das usinas no caso de perda total de todos os 12 diesel-geradores já existentes, hipótese improvável, mas que ocorreu no Japão devido à catástrofe natural inédita, mesmo para um país de elevado risco (o que não é o caso do Brasil).

Outro exemplo são estudos para implantação de 4 cais marítimos e diversas quadras polidesportivas que possam vir a servir como helipontos, dentro da Zona de Planejamento de Emergência, o permitirá complementar o processo de evacuação da população local por mar e das pessoas com necessidades especiais por ar, agilizando e dando maior flexibilidade ao plano de emergência.

4) Como a energia nuclear está sendo considerada no planejamento energético brasileiro? Ela deve ganhar mais espaço na matriz energética do país?

As necessidades de geração de emprego e renda e as carências em educação, saúde, moradia, saneamento básico e transporte de massa da sociedade brasileira, que é 80% urbana, são bem conhecidas e se refletem no nosso PIB e IDH. Todas as políticas públicas para vencer estes grandes desafios requerem aumento no consumo de eletricidade.

Nosso consumo atual é de pouco mais de 2.000 kWh/ano por brasileiro e é menor que a média mundial. Está muito abaixo do patamar de 4.000 kWh/ano que caracteriza o mínimo dos países desenvolvidos, cujo IDH é superior a 0,9. É bem menor do que Chile e Argentina e menos da metade dos países de desenvolvimento recente, como Portugal (4.500), Espanha (5.600) e Coréia do Sul (6.400).

Este é um sintoma da imensa demanda reprimida do nosso povo, que não existe nos países desenvolvidos. Para eles, o grande desafio é a eficiência energética e a renovação do parque gerador para cumprir metas de redução de CO2.

O esforço de gerações de brasileiros construiu um formidável parque hidrelétrico. A maior parte desta energia limpa, barata e renovável foi construída em regiões onde a topografia era favorável a grandes reservatórios, minimizando o risco devido às sazonalidades do clima.

O progressivo aumento da demanda e condicionantes socioambientais cada vez mais restritivas têm feito com que o estoque de água nos reservatórios tenha se mantido quase constante desde meados dos anos 90, trazendo a crescente necessidade de complementação térmica para garantir a segurança do abastecimento, lição duramente aprendida no apagão de 2001.

Poderíamos dobrar nossa potência hidrelétrica atual tratando com muita racionalidade a questão socioambiental. Mas essa potência adicional não irá gerar a mesma quantidade de energia do parque existente, pois será composta por usinas a fio d’água, com pequenos reservatórios.

Para atingir o patamar mínimo de país desenvolvido, precisaremos aproveitar todo este potencial e expandir muito o parque eólico e de biomassa. Entretanto, só isso não será suficiente. Complementar a geração continua na base do sistema e regular as sazonalidades intrínsecas às renováveis irá requerer algo como 15 usinas térmicas de 1.000 MW adicionais.

Para a parcela desta complementação que operará na base, a geração nuclear e a carvão são aquelas de menor custo. Porém a nuclear é a única que não implica emissão de CO2 e cujo combustível pode ser 100% nacional. Para a outra parcela que regula sazonalidades, o gás natural e o petróleo continuarão sendo indispensáveis.

A experiência obtida no projeto, construção e operação de Angra 1, 2 e 3 e uma das maiores reservas de urânio do mundo, com potencial energético comparável ao pré-sal, somadas ao domínio tecnológico do ciclo do combustível, fazem com que a energia nuclear no Brasil seja uma contribuição para a matriz energética brasileira difícil de ser descartada.

Isto torna do maior interesse nacional uma ampla discussão no seio da sociedade, similar à do pré-sal, para definição das modalidades adequadas de exploração do urânio e da geração nuclear que permitam garantir auto-suficiência e retorno social sustentável ao país.

Com investimento, planejamento, tecnologia e adequada gestão de todas as reservas nacionais, renováveis e não renováveis, nelas incluída a energia nuclear, nosso país poderá desfrutar neste século XXI de ampla segurança energética, gerando excedentes exportáveis, e finalmente atingir o nível de desenvolvimento que todos desejamos.

5) Como está o processo de aprovação das construções de novas usinas nucleares anunciadas pelo senhor no início do ano? Onde elas seriam instaladas?

A partir das diretrizes de planejamento estabelecidas pelo Plano Nacional de Energia 2030 (PNE 2030), que considera a expansão da oferta nuclear neste horizonte em 4.000 MW, sendo 2.000 MW na Região Nordeste e 2.000 MW na Região Sudeste, a Eletrobras Eletronuclear deu início ao procedimento de seleção de locais candidatos para as futuras centrais nucleares brasileiras.

Inicialmente o foco foi na região compreendida pelo litoral entre Recife e Salvador, dois maiores centros de carga da Região Nordeste e o vale dos grandes rios que desembocam nesse litoral, conforme orientação do PNE 2030 e a atual configuração da rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A metodologia de seleção de local é organizado em 3 etapas, sendo a primeira a identificação de áreas candidatas, ou seja, aquelas que passam pelos 20 critérios de exclusão e evitação estabelecidos.

Essa primeira etapa foi concluída para a região inicialmente estudada e posteriormente, os trabalhos dessa etapa, já totalmente informatizados através do desenvolvimento de um sistema de informações geográficas, foram estendidos a todo o território nacional, como subsídio aos estudos de revisão para o Plano Nacional de Energia 2035, em execução pela EPE.

No momento, a Eletrobras Eletronuclear, em conjunto com a EPE, está finalizando um atlas do potencial nuclear brasileiro, onde são identificadas 40 áreas em todo o território nacional que poderiam vir a localizar futuras centrais nucleares. Esse atlas será apresentado ao Ministério de Minas e Energia (MME) para aprovação e divulgação em breve.

Com base no atlas, que identifica as áreas potenciais em todo território nacional, e na revisão do PNE 2035, que identificará o atual planejamento de expansão da oferta nuclear (potência nuclear adicional, subsistema elétrico regional onde essa potência será incluída e cronograma de implantação), serão selecionadas as áreas que passarão à segunda etapa do procedimento de seleção de local.

Nesta segunda etapa serão aprofundados os estudos de local e identificados sítios específicos tecnicamente adequados para localização das futuras centrais nucleares brasileiras. Finalizada esta segunda etapa, a Eletrobras Eletronuclear apresentará cardápio de opções de localização tecnicamente otimizadas, que deverá ser objeto de avaliação e escolha pelo governo.

 

Sugiro também a leitura do artigo disponível no endereço: http://www.eletronuclear.gov.br/noticias/integra.php?id_noticia=1022

 

 

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