Marina Silva faz o jogo da oligarquia financeira

Por Adriano Benayon | Brasília, 30/08/2014

 

A questão objetiva é a seguinte: Marina não representa ambientalismo algum honesto. Ademais, não representa coisa alguma honesta. O que faz nessa área é o jogo da oligarquia financeira, cujos braços na indústria do petróleo, por exemplo, estão entre os maiores poluidores do planeta, contaminando, entre n outras coisas, os oceanos, a fonte principal e fundamental do oxigênio e do equilíbrio da Terra.

Se vocês pesquisarem as coisas relacionadas com o jogo do poder mundial, entenderia por que Marina é financiada por grandes banqueiros, obviamente ligados à oligarquia financeira angloamericana, e promovida, em toda a grande mídia e nos demais instrumentos dessa oligarquia concentradora, a qual aprofunda, cada vez mais, seu poder tirânico em quase todos os países, com especial intensidade no Brasil, presa por demais apetitosa por sua dimensão e por seus excepcionais recursos naturais.

Teria observado, entre outras gracinhas, que Marina foi designada ministra do meio ambiente por Lula, exatamente em Nova York, quando Lula, ainda antes de sua posse, foi peitado pelos superbanqueiros, em reunião que lá teve, daí anunciando suas duas primeiras nomeações: Meirelles para o BACEN e Marina Silva para o MMA.

Teria notado que Marina, no MMA, nomeou secretário-geral o presidente da ONG Greenpeace, no Brasil.

Teria sacado por que Marina foi dos poucos brasileiros presentes, quando o príncipe Charles se reuniu na Amazônia, com outros chefes de Estado da OTAN e caciques das terras que ele e outros membros da oligarquia mundial e de seus prepostos – chefes de governo e de Estado dos EUA, RU e satélites ?

O resultado de reuniões como essa e de pressões sobre os “governos” brasileiros têm sido transformar essas terras em gigantescas reservas indígenas, já sob controle de suas ONGs e organizações “religiosas”, como igreja anglicana, Conselho Mundial das Igrejas etc.

São terras de recursos minerais estupendos, verdadeiros delírios minerais, na expressão do falecido Almirante Gama e Silva, amazônida e profundo conhecedor da região, inclusive por ter sido, durante muitos anos, diretor do projeto RADAM. São áreas que os governos brasileiros de araque permitiram separar virtualmente do território nacional, pois brasileiro não entra mais nelas.

Entenderia também por que Marina desfilou em Londres, nas Olimpíadas, como a única brasileira a carregar a bandeira olímpica.

Já deu para inferir que o investimento da oligarquia do poder mundial na Sra. Marina visa a assegurar o controle das riquezas naturais fabulosas, principalmente da Amazônia, ainda não exploradas?

Vocês certamente sabem (os que não sabem, deveriam saber), que os carteis britânicos da mineração já monopolizam praticamente a extração dos minerais preciosos, e muitos dos estratégicos, no Brasil, na África, na Austrália e no Canadá.

Outra coisa: não deram a menor bola ao fato de Marina – além de regida pelo Itaú – já ter, comandando-a, uma equipe de economistas tão alinhada com a política pro-imperial como a que executou essa política no “governo” do mega-entreguista FHC e como a de que já se cercou o Aécio Neves?

Depois disso tudo, vocês ainda vão querer que eu explique por que o que está havendo, na realidade, é um golpe de Estado para pôr Marina no Planalto, a partir do momento em que operadores a serviço do poder mundial, através de políticos e parlamentares manjados e outros menos manjados, articularam a entrada dessa senhora na chapa do PSB, acenando a Eduardo Campos com o potencial de votos e de grana para obtê-los, aportado por ela? A rede, fazendo luzir a mosca azul, o pegou como peixes de arrastão.

Alguém viu a foto de Marina sorrindo no funeral do homem?

Alguém notou que, imediatamente após a notícia da morte dele, a grande mídia em peso dedicou incessantemente o grosso de seus espaços à tarefa de encher a bola de D. Marina?

O PSB e a eleição presidencial

Marina Silva e a banqueira Neca Setúbal. Grandes aliadas. Pragmatismo Político/Reprodução

Por Adriano Benayon

Há alguns anos, sou filiado ao PSB, em que ingressei, tendo tido a honra de ter tido minha ficha assinada pelo competente e digno Carlos Siqueira.

Sem solidariedade social e sem aspiração de independência nacional, socialismo é apenas uma palavra falsa.

Assim, diante do fato de que o PSB adotou a candidatura da Sra. Marina Silva à presidência da República, declaro que não votarei na candidata do partido.

Não estamos, senão formalmente, em regime democrático, haja vista a urna eletrônica absolutamente inconfiável, e a influência nas eleições do poder econômico concentrado e da desinformação em massa, a cargo da grande mídia, a serviço dos interesses imperiais. Meu voto, pois, tem peso ínfimo.

Mas para mim é importante declará-lo.

Para presidente, entre Dilma e Marina, sua provável concorrente, já que Aécio é fraco eleitoralmente e deverá ser preterido pelos imperiais, GAFE, PIG etc., penso que o PSB deveria apoiar a atual presidente, mediante compromissos de eliminação das políticas de juros altos, subsídios às montadoras estrangeiras e a outros concentradores, abandonar o tripé do FMI, intensificar as relações com os BRICS e com o Mercosul.

Devo concitar outros membros do PSB a pedir às lideranças do partido não persistirem no grave erro de se terem associado a uma certa rede ou teia, comprometida com interesses contrários aos de nosso País.

Errou o falecido Eduardo Campos ao entrar nessa associação, como erraram os que o acompanharam nesse passo.

Pior ainda foi, após a morte dele, apoiar a candidatura da Sra. Marina, sob pressão dos elementos mais entreguistas da coligação, como os Srs. Roberto Freire, Jarbas Vasconcellos et alli.

Mas o importante e recomendável é reconhecer os erros e fazer o possível para desfazê-los e/ou reduzir-lhes as consequências.

A prioridade então é dissociar-se da Rede e de D. Marina, pois essa aliança significa o fim do PSB como partido e sua identificação como mais uma sigla de aluguel.

Muitos estão ironizando, ao dizerem em relação a D. Marina: “Basta de intermediários. Neca Setúbal para presidente”.

Esses estão alienados da dura realidade, que é pior, pois a oligarquia dos grandes bancos locais é apenas subalterna dos interesses imperiais, tal como seus economistas, da mesma laia que os dos tucanos e ligados ao mega-entreguista FHC. Os críticos, se mais inteirados dos fatos e mais corajosos, deveriam dizer:

“Basta de intermediários. George Soros (ou o príncipe Charles, da família real britânica, Reino Unido) para Pró-Cônsul do império.”

*- Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

Benayon: Getúlio Vargas e a independência

 Por Adriano Benayon | Brasília, 12/08/2014

Aproxima-se o 60º aniversário do golpe de Estado com o qual a oligarquia angloamericana derrubou o presidente Vargas, em 24 de agosto de 1954.

2. Esse acontecimento teve efeitos tão desastrosos como importantes. Trata-se, nada menos, que da cassação da independência do Brasil.

3. A soberania do País nunca foi plenamente exercida, mas, se houve governante que tomou iniciativas para alcançá-la, esse foi Getúlio Vargas.

4. Exatamente por isso, a oligarquia imperial angloamericana sempre conspirou contra ele, com a ajuda de pseudo-elites e de agentes locais da política e da mídia, em geral recrutados por meio de corrupção.

5. Em 1932, a oligarquia paulista promovera o fracassado movimento de 9 de julho, movida pelos interesses britânicos. Intitularam-no constitucionalista, conquanto Getúlio organizara as eleições para a Constituinte que votou a Constituição de 1934, a qual instituiu significativos avanços econômicos e sociais.

6. Tão profunda como a estima dos verdadeiros industriais e a veneração dos trabalhadores brasileiros a Getúlio, foi a ojeriza da minoria desorientada pelos preconceitos da “democracia” liberal e dos contrários à industrialização, alimentada pela hostilidade da mídia, caluniosa e falsificadora dos fatos.

7. Vargas fora forçado, durante a Segunda Guerra Mundial, a ceder bases militares no Nordeste aos EUA, e cometeu o erro de insistir em enviar a Força Expedicionária Brasileira à Itália. A FEB foi equipada e armada pelos EUA e combateu sob comando norte-americano.

8. Daí se criaram laços entre os comandantes e oficiais de ligação estadunidenses e os oficiais brasileiros que conspiraram nos quatro golpes pró-EUA (1945, 1954, 1961 e 1964.

9. Em outubro de 1945, o pretexto foi derrubar um ditador, o que não tinha sentido, pois o presidente viabilizara eleições, já marcadas para o início de dezembro, e não era candidato. Após o golpe, recomendou votar no marechal Dutra, pois o brigadeiro Eduardo Gomes representava os que sempre se haviam oposto a Vargas.

10. Quando Vargas, eleito em 1950, voltou à presidência, nos braços do povo, já estava em marcha a desestabilização de seu governo, a qual culminou com o crime da rua Toneleros, já em agosto de 1954.

11. O crime foi dirigido pelo chefe da delegacia de ordem política e social (DOPS), famosa por seus métodos desumanos de repressão aos comunistas, desde a época do Estado Novo, instituído por golpe militar, em 1937.

12. Esse golpe proveio de oficiais do exército, que colocaram Felinto Muller na chefia da polícia. Vargas, presidente constitucional desde 1934, permaneceu à frente do governo, mas não teve poder e/ou vontade suficiente para limitar significativamente as violências.

13. Ele sempre foi contemporizador, negociava com pessoas de diferentes tendências e, por vezes, as colocava ou mantinha no governo. Ao voltar Vargas, em 1951, continuou na DOPS o filonazista Cecil Borer, que vinha da administração do marechal Dutra. Como tantos pró-nazistas, mundo afora, movido pelo anticomunismo, Dutra subordinou-se aos interesses dos EUA.

14. Apesar de seus erros, Vargas merece lugar de honra na história do Brasil, por ter dado o indispensável apoio do Estado ao desenvolvimento industrial, que despontava desde o início do século XX e ganhou força, de 1914 a 1945, graças também à redução dos vínculos comerciais e financeiros com os centros mundiais, propiciada pelas duas guerras e a longa depressão dos anos 30.

15. Antes do fim da Segunda Guerra Mundial, o império já planejava fazer abortar esse processo. Mais tarde, diria o notório Henry Kissinger: “para os EUA seria intolerável o surgimento de uma nova potência industrial no hemisfério sul.”

16. Os serviços secretos dos EUA e do Reino Unido vinham, de há muito, operando na desestabilização do presidente. Em 1954, Borer envolveu informantes da polícia e pistoleiros no crime da Toneleros, que matou o major Vaz, da aeronáutica, simulando que o alvo seria o virulento adversário de Vargas, Carlos Lacerda.

17. Na armação policial-jornalistica-militar, Vaz, casado e pai de filhos pequenos, substituiu, na ocasião, o solteiro major Gustavo Borges. Lacerda engessou o pé dizendo ter tomado um tiro de revólver, mas, se isso fosse verdade, o pé teria sido destroçado. Nunca se encontrou um prontuário de atendimento em hospital.

18. A conspiração enredou a guarda pessoal do presidente e o fiel guarda-costas Gregório Fortunato, que foi torturado e ameaçado para confessar o que não fez. Condenado a 15 anos de detenção, foi assassinado na prisão, em operação de queima de arquivo.

19. O golpe de 1954 é o maior marco negativo da história do Brasil, pois o governo udenista-militar, dele egresso, criou vantagens incríveis para as empresas transnacionais dominarem por completo a produção industrial do País. Fez os brasileiros pagar caríssimo para serem explorados.

20. Foi, assim, inviabilizado o desenvolvimento de tecnologias nacionais, a não ser por grandes empresas estatais ou apenas em nichos menores, no caso de indústrias privadas nacionais, ainda assim, fadadas a ser desnacionalizadas.

21. Tanto o golpe de 1964, que instituiu os governos militares, como a falsa democratização, a partir de 1985, intensificaram as políticas pró-capital estrangeiro em detrimento do País.

22. Os governos de 1954-1955 e 1956-1960 (JK) foram motores da desnacionalização da economia. Os de Collor e FHC os mais monoliticamente entreguistas. Nenhum operou reversões nessa marcha infeliz.

23. A herança hoje é a desindustrialização e a colossal dívida pública, tendo a União já gastado nela, desde 1988, quase 20 trilhões de reais. Além disso, recorrentes crises devidas aos déficits de comércio exterior.

24. As realizações do presidente Vargas fazem dele o principal heroi nacional e exemplo para futuros líderes. Mas não sem reservas, porque lhe faltou combatividade e espírito revolucionário.

25. Não me parece verdade que o nobre sacrifício de sua vida tenha frustrado os objetivos dos imperialistas. Preservaram-se as estatais, mas a própria Petrobrás – que já nascera sem o monopólio na distribuição, o segmento mais lucrativo – acabou, em parte, arrancada da propriedade estatal. Além disso, nos anos 90, ocorreram as doações-privatizações de dezenas de fabulosas estatais, algumas criadas durante governos militares.

26. A grande derrota estratégica deu-se com a entrega dos mercados e da produção industrial privada às transnacionais. Sem isso, a dívida externa não teria explodido em 1982, nem sido torradas as estatais, a pretexto de liquidar dívidas públicas, as quais, depois disso, ao contrário, se avolumaram como nunca.

27. O momento para evitar esse lastimável destino, era com Vargas, amado pelo povo, que foi às ruas, em massa nunca vista, pronto a tudo, quando de sua morte. Aí não havia liderança, nem plano.

28. Getúlio precisava ter cortado, no nascedouro, os lances que minaram suas bases de poder. Entre estes, o acordo militar Brasil-Estados Unidos, de 1952, negociado por Neves da Fontoura, ministro das Relações Exteriores, e por Góes Monteiro, chefe do Estado-Maior das FFAA, sem o conhecimento do ministro do Exército, Estillac Leal.

28. Este se demitiu, pois Vargas assinou o acordo, e, com isso, cedeu aos que, mais uma vez, o traíam, e perdeu seu ministro nacionalista.

29. Fraquejou novamente em 1953, quando, embora mantendo o correto reajuste do salário mínimo, demitiu João Goulart do ministério do Trabalho, medida exigida em memorial assinado por 82 coroneis do Exército. Nesse episódio, caiu o ministro do Exército, Cyro do Espírito Santo Cardoso.

30. Não era tarefa simples sustentar-se sob constante e intensa pressão contrária da alta finança angloamericana, a qual não economiza recursos nem hesita em recorrer à corrupção e a práticas celeradas. Entretanto, a pior maneira de reagir a essa pressão é fazer concessões, em vez de cortar a crista dos golpistas.

31. Deixando de coibir aquelas práticas, Vargas facilitou o caminho dos inimigos. Sobraram-lhe escrúpulos, ao exagerar em sua tolerância, para não ser acoimado de ditador. Faltaram bons serviços de inteligência e a compreensão de que seria derrotado, se não mobilizasse o povo e a oficialidade nacionalista.

*- Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

A Argentina, a nova Guerra Fria e o Império

Por Adriano Benayon

A situação da Argentina e a investida dos abutres deve ser encarada no contexto da atual guerra fria do império com a Rússia. Também a violência, sustentada pelo império, através do Estado sionista na faixa de Gaza, deve ter interconexão com a guerra anti-Rússia e com o caso da Argentina.

Corro o risco calculado de, novamente, despertar reações de desagrado dos que, em vez de discutir o objeto de que se trata, se manifestam contrariados por ter sua sensibilidade afetada por afirmações julgadas peremptórias e com as quais não concordam.

Não deveria ser necessário, para poder expor nossos pontos de vista, que os embalássemos em escusas ou ressalvas do tipo: salvo melhor juízo: acho. Etc. Compreendo, porém, que, tal o esquema tirânico (algo muito pior que ditatorial) da mídia dominante no Ocidente, que as pessoas estranhem muito o que alguns de nós têm a dizer, especialmente os que recebemos matérias de fontes independentes dessa mídia e até as procuramos.

Primeiramente, a Argentina é o único país latinoamericano que, graças à mobilização popular, conseguiu, há pouco mais de dez anos, derrubar o governo (nos outros, os governos só têm sido apeados por golpes militares, ou agora pelos da moda, via Parlamento, sempre regidos pelo império).

Além disso, entre os latinoamericanos de maior dimensão econômica, é o único que levou a efeito auditoria da dívida e a renegociou, logrando reduzi-la substancialmente, de sorte que é o único cujas possibilidades de investimento público não estão manietadas pelo serviço da dívida.

Não bastasse, seu governo está entre os tachados de esquerda, aplica uma lei de meios de comunicação, tem feito algumas reestatizações etc. Não bastassem essas coisas, estaria conversando para entrar nos BRICS e ampliando suas relações com a Rússia.

Ao mesmo tempo, temos, em 2014, entrado num período de relações mundiais, em que os EUA e seus satélites passaram da fase de atacar e destruir países de menor porte, e estão intensificando sua escalada de ataques e provocações contra uma grande potência, não do mesmo porte, mas ainda assim uma grande potência, a Rússia.

Não só impondo sanções e forçando a UE a aplicá-las, mas usando a Ucrânia para ataques diretos, após ter promovido ali um golpe de Estado, com forte participação de elementos nazistas.

Ou seja, estão fazendo tudo que podem para causar uma 3ª Guerra Mundial, em que planejam – a risco de destruir completamente o Planeta – dar solução de continuidade ao processo de surgimento de uma multipolaridade do poder mundial, adveniente basicamente da aproximação e intensificação das relações econômicas entre a Rússia e a China, incorporando países da Ásia Central, Irã e outros. Mormente, com o reimimbi perfilando-se como muito mais confiável que o dólar para ser a principal moeda de reserva, além do início de operações de comércio internacional de certo vulto não sendo liquidadas em dólar ou euro.

Com as informações que acompanho sobre fatos bem anteriores, tais como a origem da 2ª Guerra Mundial, não constitui novidade alguma que oligarquia financeira angloamericana utilize nazistas para seus objetivos, inclusive porque ela foi decisiva para a entrega da Chancelaria a Hitler em janeiro de 1933, um instrumento dela com que contou para desencadear aquele tão longo e inusitadamente letal e genocida conflito.

Também conheço a utilização de elementos fascistas e nazistas por parte da CIA e do MI-6 no golpe que derrubou Getúlio Vargas em 1954, golpe de tão fatídicas consequências para a indústria nacional e para a própria independência de nosso País.

A agressão à economia argentina, com a decisão judicial em favor dos fundos abutres, equivale às sanções econômico-financeiras que os EUA, há tempos, aplicam contra o Irã e, mais recentemente, à Rússia. Pode sinalizar este recado: agora está começando a guerra mundial, e os países menores, notadamente os latinoamericanos, nosso velho quintal, têm que se alinhar, têm de compreender onde está a força, e inclinar-se diante dela.

A Argentina deveria significar que não tem por que submeter-se ao judiciário dos EUA, inclusive porque não a obriga a isso o direito internacional. E precisará de muita decisão e coragem para isso, pois sofre, há tempos, intervenção para desestabilizar o governo de Cristina Fernandez.

Ao enfrentar o presente desafio dos abutres e dos EUA, terá ainda mais trabalho, pois essa intervenção será intensificada, conforme os métodos tradicionais, e alimentada por vultosa corrupção através dos inesgotáveis dólares emitidos com meros clics nos computadores dos bancos do eixo Wall Street / City de Londres e de seus incontáveis braços nas bases offshore.