A seleção brasileira se caracterizou, mundo a fora, como a que jogava o futebol mais vistoso, mais agradável de ser assistido e a mais eficiente.
Existem outras escolas de futebol igualmente vencedoras mas que são pragmáticas, como a escola alemã e a italiana. Outras escolas com certa eficiência e bom futebol como a argentina. Há muitos tipos de escolas de futebol pelo mundo. Porém, nenhuma consegue ser concomitantemente eficiente, vistoso e agradável como o futebol jogado pelo Brasil, quando ele joga como Brasil (Calazans sempre escreve isso em O Globo).
Na última copa do mundo, a seleção espanhola nos lembrou e mostrou que pode-se jogar bonito e ganhar, coisa que a maior parte dos treinadores e a imprensa esportiva brasileira esqueceram, pois o paradigma de seleção e de tipo de futebol a ser jogado passou a ser a seleção italiana campeã de 1982, quando ela derrotou nosso scratch .
Ou seja, nós que éramos eficiente no futebol que praticávamos, abdicamos do nosso estilo e cultura, para copiar o PAI Europa. Mais uma vez! Ou será sempre?! Mesmo sendo os melhores no esporte que praticamos, não soubemos ou quisemos ser os melhores.
Temos que acreditar que podemos ser vanguarda em muitas coisas no cenário mundial!
Os nossos jogadores em sua grande maioria atuam na Europa, então, é inevitável a influência do padrão de jogos deles e uma certa admissão daquela cultura. Não vejo isso como empecilho para nossas conquistas porque, por mais que apareçam seleções com bom futebol, ainda temos perdido para nós mesmos, nossas questões internas.