“… foi um rio… que passou em minha vida… e meu coração se deixou levar…”

Rio de janeiro, 15 de outubro de 2011, estava trabalhando, fazendo os cálculos que me dão sustento, quando, com grande alegria, ouvi o samba vencedor na disputada da principal escola de samba de Madureira (que me desculpe o glorioso e grande Império Serrano).

Não vou explicar o que é a GRES Portela, pois os que tem algum tipo de cultura musical, sabem o que significa a Portela dentro da cultura popular.

Venho, mesmo, falar da emoção que esta obra me proporcionou. Hoje foi um dia chuvoso, céu acinzentado e com temperatura baixa, mas o samba escolhido liberou uma energia e uma emoção muito grande, como a que senti num longínquo carnaval há 30 anos atrás, aproximadamente.

Obra autêntica, diferente de tudo que aquilo que nos foi apresentado em matéria de samba enredo, em muitos anos . A cadência da música continua rápida, isso é um defeito, mas ela imita o ritmo de vida… risos

O enredo tentou aproximar Clara Nunes e a Bahia, por motivos óbvios, só poderia materializar-se num bom samba, letra muito simples, boa melodia, como nos bons sambas do passado. Mostra e fala de coisas que não estão mais valorizadas nas mídias convencionais, qual sejam, a cultura popular nacional. Fala-se de religiões, comidas, ritmos musicais, etc…

Tudo isso embalado no verdadeiro jeito de se fazer samba de Oswaldo Cruz e Madureira

Estas palavras foram frutos da emoção que me passou ao ouvir esta música, e como diz uma outra : “… foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar…”.

Abaixo está a letra (créditos para o jornal “O dia”) e o link do samba (créditos para o site www.portelaweb.com).

Sugestão : não ler a letra sem ouvir a música!

Nunca deixar de lutar!

Abraço a todos,

Alexander.

http://www.portelaweb.com/vnoticias.php?noCodigo=269

AUTORES: WANDERLEY MONTEIRO, LUIZ CARLOS MÁXIMO, TONINHO NASCIMENTO E NALDO
MEU REI
SENHOR DO BONFIM ALUMIA
OS CAMINHOS DA PORTELA
QUE EU GUARDO NO MEU PATUÁ
EU VIM COM A PROTEÇÃO DOS MEUS GUIAS
COM CLARA GUERREIRA À BAHIA
CHEGUEI, EU CHEGUEI PRA FESTEJAR
DEIXA LEVAR, NOS ALTARES E TERREIROS
TEM JARRO COM ÁGUA DE CHEIRO
VOU JOGAR FLORES NO Erro! A referência de hyperlink não é válida.
NO MAR
PROCISSÃO DOS NAVEGANTES
EU TAMBÉM SOU ALMIRANTE
DE NOSSA SENHORA IEMANJÁ
VOU NO GONGÁ
BATER TAMBOR
REZO NO ALTAR
LEVO O ANDOR
VEM CHEGANDO OS BATUQUEIROS
DESCE A LADEIRA MEU AMOR
QUE A PATUSCADA COMEÇOU
EU VIM PRA RUA
QUE O SAMBA DE RODA CHEGOU
IAIÁ
DE SAIA RENDADA EM CETIM
BOTA O TEMPERO NA FESTA
OI, TEM ABARÁ E QUINDIM
PORTELA CHEIA DE ENCANTOS
ACOLHE A BAHIA EM SEU CANTO
DE FESTAS, REZAS, RITUAIS
VESTIDO DE AZUL E BRANCO
EU VENHO ESTENDER O NOSSO MANTO
AOS MEUS SANTOS DO SAMBA QUE SÃO ORIXÁS
MADUREIRA SOBE O PELÔ…TEM CAPOEIRA
NA BATIDA DO TAMBOR…SAMBA IOIÔ
ROLA O TOQUE DE OLODUM…LÁ NA

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Futebol arte!

A seleção brasileira se caracterizou, mundo a fora, como a que jogava o futebol mais vistoso, mais agradável de ser assistido e a mais eficiente.

Existem outras escolas de futebol igualmente vencedoras mas que são pragmáticas, como a escola alemã e a italiana. Outras escolas com certa eficiência e bom futebol como a argentina. Há muitos tipos de escolas de futebol pelo mundo. Porém, nenhuma consegue ser concomitantemente eficiente, vistoso e agradável como o futebol jogado pelo Brasil, quando ele joga como Brasil (Calazans sempre escreve isso em O Globo).

Na última copa do mundo, a seleção espanhola nos lembrou e mostrou que pode-se jogar bonito e ganhar, coisa que a maior parte dos treinadores e a imprensa esportiva brasileira esqueceram, pois o paradigma de seleção e de tipo de futebol a ser jogado passou a ser a seleção italiana campeã de 1982, quando ela derrotou nosso scratch .

Ou seja, nós que éramos eficiente no futebol que praticávamos, abdicamos do nosso estilo e cultura, para copiar o PAI Europa. Mais uma vez! Ou será sempre?! Mesmo sendo os melhores no esporte que praticamos, não soubemos ou quisemos ser os melhores.

Temos que acreditar que podemos ser vanguarda em muitas coisas no cenário mundial!

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Quer ir ao Engenhão e não sabe?! Então, leia aqui!

Estádio do Engenhão RJ

Por Alex Amorim

Muito se fala sobre a dificuldade de chegar-se ao Engenhão. Fala-se que é longe, que é difícil de chegar, que é perigoso, que há engarrafamento, etc…

O Engenhão está situado a poucos quilômetros do Maracanã, e a melhor forma de chegar ao estádio é via transporte ferroviário. Contudo, é necessário que se perca o receio (ou será preconceito ?!) contra os trens, contra quem anda de trem e, principalmente, contra o subúrbio carioca. Esta é a maior dificuldade para a aceitação do Engenhão.

Através de transporte ferroviário, tem-se que pegar um metro ou ônibus até a Central do Brasil (que está bem policiada) ou a estação São Cristóvão (aqui, também, se consegue fazer a baldeação para os trens). Chegando lá, é recomendável que se compre bilhetes de integração, entre os dois meios transportes, para ida e à volta, dado que as filas são intermináveis ao final do jogo!

Pegue as composições, subúrbio da Central, que se destinam as seguintes estações: Deodoro (vagões melhores do que os do metrô), Bangu, Campo Grande, Santa Cruz (aqui se pode pegar o “rápido” e chegar a estação Engenho de Dentro em 5 minutos, contudo, neste ramal, isso somente ocorre nos dias de semana) e Japeri (nos finais de semana existem “trens rápidos” , também). Não pegar em hipótese alguma, os trens cujos destinos são : Saracuruna, Gramacho, Caxias (linhas que vão pelo subúrbio da Leopoldina) e Belford Roxo (linha Auxíliar). Todas estes ramais, citados por últimos, vão para outros pontos do Grande Rio, bem longe do Engenhão!

Chegando lá, tome uma cerva bem gelada do lado de fora (dentro do estádio só cerveja sem álcool)e divirta-se!

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…a césar o que é de césar….a mim o que é meu…

Por Alex Amorim
Obs.: No texto abaixo , os nomes das personalidades que trabalharam no JB, foram pesquisadas no Jornal “O Globo” de 01/09/2010. Exceto os nomes de Armando Nogueira e Henfil, que foram lembranças nossas. As datas, também, foram pesquisadas no “O Globo” da mesma data.

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Jornal do Brasil ● 9/04/1891 † 31/08/2010

Por Alex Amorim

Após uma grande período em coma induzido (muitos anos),  já não está entre nós o velho e bravo impresso do Jornal do Brasil, o defunto, que morreu  há tempos, foi sepultado ontem .

Para aqueles que não sabem (os mais novos) ou não se lembram (os mais velhos), passaram por lá:  Armando Nogueira, Joaquim Nabuco, Ruy Barbosa, Barbosa Lima Sobrinho, Manuel Bandeira, Carlos Drumond de Andrade , Otto Lara Resende, Carlos Castello Branco, Ziraldo, João Saldanha e Henfil, entre outros.

Dentre todas ótimas lembranças, a melhor ou uma das melhores foi esta do dia 14 de dezembro de 1968, um dia após a decretação ao AI-5 (pior época da ditadura militar):

“Tempo negro. Temperatura sufocante. O país está sendo varrido por fortes ventos. Mínima de 5 graus no Palácio Laranjeiras. Máxima de 37 graus em Brasília.”

Num tempo em que Caderno de Encargos da FIFA vira “lei” e  que quase ninguém critica, é difícil crer que alguém crescido na era “Bervely Hills” , teria coragem para estampar a frase acima na capa de um jornal famoso e lido por todos, numa circunstância como aquela.

Será que num futuro próximo ou distante, ele poderia Ressuscitar?!

Rio de janeiro, 01 de setembro de 2010.

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Olá, mundo!

Bem-vindo ao BLOG sites. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e aí comece a brincadeira!

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